Metrópoles acusa novo ministro do Turismo de ocultar patrimônio usando “laranja”
27 de janeiro de 2026
Redação

Uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, revelou que o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano (União-PB), transferiu três empresas das quais era proprietário para uma ex-assessora parlamentar do pai, apontada como possível “laranja”.

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De acordo com a matéria, as empresas foram repassadas para Soraya Rouse Santos Araújo, de 43 anos, que recebia pouco mais de dois salários mínimos como assessora e enfrenta dificuldades financeiras, inclusive com dívidas e atraso no pagamento do IPTU da própria residência, em João Pessoa. Apesar disso, ela passou a figurar, repentinamente, como sócia-administradora de três empresas com capital social estimado em R$ 400 mil.

As companhias transferidas foram a União de Ensino Superior da Paraíba Ltda (UniPB), a Sunset Business e a GCF Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda, duas delas com débitos superiores a R$ 500 mil junto à União. As mudanças societárias ocorreram em dezembro, mês em que Gustavo Feliciano assumiu o comando do Ministério do Turismo.

Ainda segundo o Metrópoles, documentos obtidos pela reportagem mostram que o ministro declarou à Junta Comercial da Paraíba (Jucep-PB) a venda da Sunset Business e da GCF Construções para Soraya Rouse pelo valor de R$ 100 mil cada, referente à totalidade das cotas.

A investigação jornalística aponta indícios de que as empresas seriam de fachada e continuariam ligadas ao ministro. Isso porque os endereços registrados na Receita Federal não indicam funcionamento efetivo, as companhias não possuem presença digital e mantêm e-mails pessoais de Gustavo Feliciano em seus cadastros, mesmo após a suposta venda.

Gustavo Feliciano é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB), para quem Soraya Rouse trabalhou até o último dia 22 de janeiro. A reportagem levanta questionamentos sobre a real natureza das transações e a possível tentativa de ocultação patrimonial.

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