A Justiça Eleitoral da Paraíba realizou neste sábado (10), a geração das mídias das urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das Eleições 2026. A cerimônia pública teve início às 8h, aconteceu no Salão Nobre do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e foi acompanhada pela juíza auxiliar de geração de mídias e auditoria Maria de Fátima Lúcia Ramalho.
Na geração, foram carregados os dispositivos de armazenamento que serão utilizados na preparação e na carga das urnas eletrônicas a partir da próxima terça-feira (13). De acordo com o secretário de tecnologia da informação e comunicação do TRE-PB, Vinícius Veloso, há diferenças desse trabalho no primeiro e segundo turnos de uma eleição. “Como apenas dois candidatos disputam o segundo turno, o procedimento é diferente daquele realizado antes do primeiro turno, embora seja mantida a mesma quantidade de urnas e mídias. Na primeira etapa das eleições, as mídias recebem o sistema operacional e os programas que serão executados pelas urnas, além dos dados dos candidatos e das candidatas e das informações dos eleitores”.
O coordenador de Eleições Informatizadas e Segurança Cibernética (Coesc), José Cassimiro Júnior, explicou que no segundo turno são regenerados os cartões de votação. “Como os sistemas e programas já estão instalados, as mídias recebem apenas as informações necessárias para indicar a realização da segunda etapa da eleição, o cargo em disputa e os candidatos que concorrerão”.

Segundo Cassimiro, além de serem utilizados posteriormente para gravar o resultado da votação, os cartões contêm um apontador que comunica aos programas já instalados na urna que haverá segundo turno, qual cargo estará em disputa e quem são os candidatos concorrentes. “A única coisa que fazemos nessa geração de agora é regenerar aqueles cartões de votação que, além de serem utilizados no final para gravar o resultado da sessão, contêm um apontador que comunica aos programas que já estão instalados na urna que vai haver segundo turno, para qual cargo vai haver segundo turno e quem são os candidatos que concorrerão. Portanto, as mídias que geramos vão instruir as urnas com essa informação”, detalhou.
O coordenador também destacou o caráter público do procedimento e a importância da participação das instituições e dos representantes partidários. Segundo ele, foi publicado edital convidando partidos, coligações, federações, fiscais de partido, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público para acompanhar a cerimônia. “Temos um edital publicado, convidando partidos, coligações, federações, fiscais de partido em geral, OAB e Ministério Público, para uma cerimônia pública e transparente. Então, quanto mais pessoas comparecerem, quanto mais pessoas fiscalizarem, melhor para o processo, mais legítimo ficará o processo”, assinalou.
Ao longo do dia, a geração de mídia foi acompanhada pela juíza auxiliar de geração de mídias e auditoria Maria de Fátima Lúcia Ramalho que destacou a competência da Justiça Eleitoral no processo. “É um trabalho técnico da mais alta qualidade, assim como todo o trabalho feito pela Justiça Eleitoral sempre na busca de mostrar o respeito à vontade do eleitor nas urnas”.
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.