Morre o artista plástico e intelectual Chico Pereira, membro da APL
24 de dezembro de 2025
Redação

Morreu o artista plástico, ativista cultural e acadêmico Francisco Pereira da Silva Júnior, conhecido como Chico Pereira, membro da Academia Paraibana de Letras e um dos nomes mais relevantes da cultura paraibana contemporânea. Ele estava à frente da Diretoria de Museus do Governo da Paraíba e atuava como gerente operacional do Museu de História da Paraíba, inaugurado neste ano.

A morte foi comunicada pelo jornalista Nonato Guedes, que lamentou a perda e destacou o papel central desempenhado por Chico na criação do novo equipamento cultural. Segundo Nonato, Francisco Pereira foi o principal articulador intelectual do museu, responsável por idealizar sua concepção, coordenar pesquisas e elaborar textos que fundamentaram o projeto. “Fui um dos profissionais recrutados por Chico para pesquisas e textos para o Museu. Ele foi o grande artífice da concepção do Museu”, afirmou.

Ainda de acordo com Nonato Guedes, nesta semana a filha do acadêmico, Flora Agra, havia informado o agravamento do estado de saúde do pai, em razão de complicações que resultaram em internações hospitalares. Por esse motivo, Chico Pereira não pôde comparecer à cerimônia de inauguração do museu — considerada a principal realização de sua trajetória recente. “Ele não pôde comparecer à inauguração do Museu, o legado que fica. Chico descansou, é claro, mas é grande a lacuna com sua partida”, escreveu o jornalista em homenagem ao amigo.

O governador João Azevêdo também manifestou profundo pesar pelo falecimento do artista plástico, escritor e professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba. Em nota, o chefe do Executivo estadual ressaltou que Chico Pereira era referência na vida acadêmica, cultural e literária da Paraíba e que sua partida deixa uma lacuna significativa no cenário cultural do estado.

Chico Pereira concebeu e organizou recentemente o Museu da Paraíba, instalado no Palácio da Redenção, mas, infelizmente, não chegou a vê-lo completamente finalizado. Ao longo da carreira, construiu uma produção intelectual expressiva, com pesquisas, conferências e livros publicados nas áreas de museologia, história da arte, arte-educação, semiótica e artes gráficas.

Entre as funções exercidas, destacam-se a de primeiro diretor do Museu de Arte Assis Chateaubriand (MAAC), em Campina Grande, entre 1969 e 1974; fundador e coordenador do Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB (NAC), entre 1979 e 1984; vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba; e pró-reitor adjunto de Assuntos Comunitários da universidade.

Reconhecido por sua atuação comprometida com a preservação da memória, a valorização da arte e da história paraibana, Chico Pereira deixa um legado sólido que seguirá impactando gerações, especialmente por meio do Museu de História da Paraíba e de sua contribuição intelectual à cultura local. Neste momento de luto, o Governo do Estado e a comunidade cultural prestam solidariedade aos familiares, amigos e admiradores do acadêmico.

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