Museu da Justiça Eleitoral será aberto ao público semana  que vem
10 de março de 2026
Redação

O presidente do TRE, Oswaldo Trigueiro, informou que o museu será aberto ao público a partir da próxima segunda-feira (16) e estará acessível ao público local e aos turistas de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Ele acrescentou que, em parceria com o Governo da Paraíba, serão estruturadas as visitas guiadas com estagiários do ensino técnico estadual nas áreas de cultura, história e turismo, de forma a qualificar ainda mais o equipamento.  
 


“A cessão de uso do Casarão dos Azulejos ao TRE-PB pelo Governo do Estado vai permitir que os paraibanos conheçam de perto a história da democracia paraibana. A primeira Sala de Sessões do TRE, com toda a mobília da época, o gabinete de um dos primeiros presidentes do TRE, Flodoaldo Lima, entre 1934 a 1959, e a evolução das urnas eletrônicas desde as de madeira, no final do Século XIX, as urnas de lona branca, de 1950 a 1974, até as urnas eletrônicas, em 2016, são algumas das peças expostas, que vão proporcionar aos visitantes ainda mais consciência sobre a importância do regime democrático”, comentou.
 
A museóloga da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Marisa Pires Rodrigues, integrante da Comissão de Notáveis, considera a inauguração do Museu Eleitoral um marco importante para a vida cultural, democracia e para a revitalização do Centro Histórico da Capital. “Com grande satisfação participei desse projeto do Museu Eleitoral. A museologia se fortalece e muito contribui, nessa oportunidade da valorização do patrimônio e da consciência democrática”, declarou.
 
A solenidade de inauguração do Museu da Justiça Eleitoral também contou com as presenças da primeira dama do Estado, Ana Maria Lins; da segunda dama do Estado, Camila Mariz; da deputada estadual Francisca Motta, do vereador de João Pessoa Zezinho do Botafogo;  do secretário de Administração do Estado, Tibério Limeira; do procurador geral do Estado, Fábio Brito; do secretário de governo, Roberto Paulino; e do prefeito de Patos, Nabor Wanderley. 


 
Além dos membros da Corte do TRE, Roberto D’Horn Moreira Monteiro da Franca, Sivanildo Torres Ferreira, Kéops de Vasconcelos Amaral , Rodrigo Clemente de Brito Pereira, Helena Delgado Ramos Fialho, do desembargador  Federal Rogério Fialho e dos desembargadores Márcio Cavancanti, João Benedito da Silva, João Batista Barbosa, Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, Saulo Henriques de Sá e Benevides, Joás de Brito Pereira Filho,  Carlos Martins Beltrão Filho, Ricardo Vital de Almeida, Aluízio Bezerra Filho, Onaldo Queiroga, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, Túlia Gomes de Souza Neves, Wolfram da Cunha Ramos, Carlos Eduardo Leite Lisboa, José Guedes Cavalcanti Neto, Anna Carla Lopes de Freitas, Lilian Frassinetti Correia Cananéa, Horácio Ferreira de Melo Júnior. 
 


História do Casarão dos Azulejos e da 1ª sede do TRE/PB 
 
A história da Justiça Eleitoral paraibana começou em 21 de julho de 1932, com a instalação do Tribunal Regional de Justiça Eleitoral da Parahyba, em sede provisória, localizada à Rua Conselheiro Henriques, nº 159, na capital, justamente no Casarão dos Azulejos. O TRE-PB foi criado a partir do primeiro Código Eleitoral Brasileiro, com o objetivo de garantir lisura e imparcialidade aos pleitos no país.
 
O prédio foi construído nos anos 1800, pelo comendador Antônio dos Santos Coelho, dedicado à posse de terras. Os azulejos, segundo o Departamento de Estatística, foram trazidos pelo então proprietário de Portugal.
 
Com o golpe de 1937, a Justiça Eleitoral foi extinta em todo o Brasil e só retomou suas atividades oito anos depois, com a promulgação do Decreto-Lei nº 7.586, de 28 de maio de 1945, que instituiu um novo Código Eleitoral. Na Paraíba, o ressurgimento ocorreu oficialmente no dia 12 de junho daquele ano e, em 2025, celebrou-se 80 anos desse momento de reinstalação.
 


O que vai ter no Museu Eleitoral
 
O público vai poder conhecer o mobiliário da primeira estrutura do Tribunal Pleno do TRE, o gabinete do presidente na época de 1932 com as vestes dele. Também existirá um espaço trazendo toda a evolução da urna, desde a feita com o material de ferro até a urna eletrônica atual. A votação já foi realizada por pano, voto impresso e voto em papel, até chegar ao voto eletrônico.
 
O Museu vai contar também com um espaço para uma exposição temporária de artistas paraibanos. Na parte superior, foi montado um miniauditório com a sala de sessões com móveis originais e um espaço para a apresentação de vídeos institucionais vindos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e do próprio Tribunal. O Museu também vai dispor de espaços para debates e discussões de uma programação educativa.
 
Ao final da visita ao Museu Eleitoral, o público contará com um café, numa estrutura semelhante ao que se vê em alguns museus europeus e americanos. A ideia é terminar o circuito de visitação e relaxar tomando um café e um lanche.

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