De forma iniciada, o Censo 2022 investigou a capacidade máxima de circulação da via, que representa a estrutura viária para veículos. Na Paraíba, 91,1% das pessoas (2,9 milhões) viviam em trechos de logradouros onde o trânsito de caminhões ou ônibus era possível, percentual esse superior tanto à média brasileira (90,8%) quanto à nordestina (86,5%). Esse indicador reflete, de forma cumulativa, a capacidade da via para a circulação de caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga, além de veículos de passeio, vans, motocicletas e pedestres.
Já nos trechos de vias com capacidade máxima para circulação de carros ou vans, residiam 200 mil pessoas (6,4%), a proporção estadual sendo inferior à regional (8,6%), mas superior à nacional (6,1%). Havia ainda, na Paraíba, 75 mil pessoas (2,4%) morando em trechos de vias onde só era viável o fluxo de motocicletas, bicicletas e pedestres; enquanto as médias nacionais e regionais foram de 2,9% e 4,7%, respectivamente.

No estado, foram contabilizadas apenas 8 pessoas (0,0%) residentes em locais onde a circulação ocorre apenas por meio de transporte aquaviário (mar, rios, lagos, canais etc.), sendo aqui considerado apenas quando o rio ou canal constitui a face de quadra ou via e é uma forma de acesso direto às edificações, sem a presença de uma rua entre o rio/canal e as edificações.
Outro item de infraestrutura urbana é a presença cujo entorno dos domicílios foi pesquisado pela primeira vez foi a existência de pontos de ônibus ou van. Na Paraíba, foram identificados pontos de ônibus ou vans em trechos de vias onde viviam apenas 5% dos moradores em domicílios com entorno pesquisado, o que corresponde a 156 mil pessoas. O percentual estadual ficou acima da média nordestina (4,5%), mas abaixo do nacional (8,8%).
“A existência deste transporte preenche a necessidade de circulação de pessoas para a realização das atividades sociais, culturais, políticas e econômicas consideradas convenientes na sociedade. É importante destacar que, de forma geral, a presença de pontos de ônibus não acontece em todos os trechos de via”, destaca Filipe Borsani, analista da divulgação.
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.