Paraíba registra menor taxa histórica de mortes violentas, aponta Anuário da Segurança Pública
24 de julho de 2026
Redação

A Paraíba alcançou em 2025 a segunda menor taxa de mortes violentas intencionais desde o início da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da redução dos homicídios e demais crimes letais, o estado apresentou aumento expressivo em outros indicadores, como feminicídios, violência psicológica contra mulheres, furtos de celulares e roubos de veículos.

Os dados constam no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e revelam um cenário de avanços no enfrentamento da violência letal, mas de agravamento em crimes contra mulheres e patrimônio.

Menor taxa de mortes violentas da série histórica

Em 2025, a Paraíba registrou taxa de 24,6 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, contra 25,6 em 2024, uma redução de 3,9%. É o menor índice desde o início da série histórica, em 2012.

Ao longo do ano foram contabilizados 1.026 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), média de aproximadamente três mortes por dia. O resultado representa o segundo menor número da década, ficando acima apenas das 942 ocorrências registradas em 2019. O pico da série ocorreu em 2020, quando o estado contabilizou 1.166 mortes violentas.

A tendência acompanha o levantamento do Atlas da Violência 2026, que aponta redução de 31,8% nos homicídios na Paraíba entre 2014 e 2024.

João Pessoa concentra maior número de mortes

Entre os municípios paraibanos, João Pessoa liderou o número de Crimes Violentos Letais Intencionais, com 233 registros em 2025.

Na sequência aparecem:

  • Santa Rita: 97 casos
  • Bayeux: 56
  • Campina Grande: 31
  • Mamanguape: 31
  • Pedras de Fogo: 31

Os dados mostram que a violência letal permanece concentrada principalmente na Região Metropolitana da capital e em alguns municípios estratégicos do estado.

Feminicídios atingem maior número da série

Embora as mortes violentas tenham diminuído no conjunto da população, a violência contra as mulheres apresentou indicadores preocupantes.

Segundo o anuário, a Paraíba registrou o maior número de feminicídios desde 2015, além de um crescimento de 41% nos casos de violência psicológica contra mulheres, evidenciando o aumento das ocorrências notificadas e dos registros desse tipo de crime.

Crimes patrimoniais avançam

Outro dado que chama atenção é o crescimento dos crimes patrimoniais.

Os furtos de celulares aumentaram 51% em relação ao ano anterior, enquanto os roubos de veículos cresceram 32,4%, desempenho que contrasta com a tendência de redução observada em outros estados do Nordeste.

O levantamento indica que, embora a violência letal continue em queda, os crimes contra o patrimônio permanecem como um dos principais desafios para as forças de segurança pública.

O conjunto dos indicadores mostra que a Paraíba consolidou avanços importantes na redução dos homicídios, mas ainda enfrenta desafios significativos para conter a violência de gênero e a expansão de determinados crimes patrimoniais, especialmente nos grandes centros urbanos.

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