PB amplia número de empresas e empregos, mas paga um dos menores salários do Brasil, aponta IBGE
27 de junho de 2026
Redação

A Paraíba registrou crescimento no número de empresas, estabelecimentos, empregos formais e na massa salarial entre 2023 e 2024. Apesar da expansão da atividade econômica, o rendimento médio do trabalhador caiu 1%, mantendo o estado com o terceiro menor salário médio mensal do país. Os dados fazem parte do Cadastro Central de Empresas (Cempre 2024), divulgado pelo IBGE.

O levantamento mostra que o número de unidades locais — estabelecimentos onde as empresas exercem suas atividades — passou de 128,1 mil para 136 mil em um ano, crescimento de 6,2%. O total de pessoas ocupadas aumentou 3,7%, saltando de 880,7 mil para 912,9 mil trabalhadores. Já a massa salarial, descontada a inflação, avançou 1,7%, passando de R$ 29,36 bilhões para R$ 29,85 bilhões.

O Cempre reúne informações de todas as pessoas jurídicas inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), utilizando dados administrativos do eSocial, RAIS, Caged e pesquisas econômicas do próprio IBGE.

Salário médio cai e continua entre os menores do país

Embora o mercado formal tenha crescido, o rendimento médio mensal apresentou retração. O salário médio passou de R$ 3.034,55 em 2023 para R$ 3.003,29 em 2024, redução real de 1%.

Com esse resultado, a Paraíba permaneceu com o terceiro menor salário médio do Brasil e do Nordeste, superando apenas Ceará (R$ 2.944,91) e Alagoas (R$ 2.771,87). O rendimento corresponde a apenas 76,4% da média nacional e 97,5% da média nordestina.

Na conversão para salários mínimos, o indicador caiu de 2,2 para 2,1 salários mínimos

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