PB avança na regionalização da assistência à população com Redes de Atenção à Saúde
28 de junho de 2025
Redação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência de Planejamento e Gestão (Geplag) e do Reap Quali/PB, intensificou o processo de regionalização, por meio da Modelagem das Redes de Atenção à Saúde (RAS), melhorando o aprimoramento da gestão e a organização dos serviços de saúde nas três macrorregiões, para garantir um acesso mais rápido da assistência à população em diversas esferas do cuidado. A iniciativa foi apresentar o seminário nacional do curso de Gestão e Planejamento Estratégico em Saúde (Fortaleceses), promovido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde e o vice-presidente do Conass, Ari Reis, o mapeamento contribui diretamente com a tomada de decisão da gestão municipal e estadual, já que elenca os serviços de saúde existentes em cada região e possibilita um diagnóstico preciso das necessidades da população desses territórios.

“Dessa forma, tornaremos a assistência ainda mais comprometida, direcionando equipamentos que atendam às urgências e reais necessidades dos usuários das três macrorregiões de saúde. Não com base na oferta, mas considerando o que precisa ser ampliado nos, de acordo com as necessidades da população. Isso fará com que o Estado e o município observem a estrutura da Rede de Atenção, antes de contratualizar serviços para um determinado território. Além disso, vale ressaltar também a importância da iniciativa do Conass e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz em promoverem o Fortaleceses, contribuindo com projetos como esse que aproxima a gestão em saúde da população”, explicou.

Na Paraíba, a regionalização tem descentralizada os serviços de saúde, levando atenção especializada para localidades que antes dependiam de grandes polos como João Pessoa e Campina Grande. Programas do Governo do Estado como o Opera Paraibano, Coração Paraibano e o Paraíba Contra o Câncer são exemplos de como o modelo regionalizado funciona, fazendo com que a população tenha acesso a serviços mais complexos, sem que os pacientes se distanciem da região onde moram, em direção a Capital, ou mesmo do município de residência.

O fortalecimento desse processo, por meio da construção da Modelagem das Redes de Atenção, foi destaque por ter concentrado a estratégia na integração dos três níveis de governo (municipal, estadual e federal), a cooperação e escuta dos atores de saúde, com uma metodologia ativa que atualmente a análise situacional de todas as macrorregiões.

As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são os trajetos percorridos para acesso a diferentes pontos dos serviços de saúde. Essas trajetórias existem com o objetivo de coordenar o cuidado e o acesso dos usuários nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas estão: as Linhas de Cuidados, Rede de Atenção às Urgências e Emergências, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência e Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

Para o gerente de Planejamento e Gestão da SES, Marcelo Mandu, a Modelagem é um grande avanço para que os serviços de saúde estejam cada vez mais próximos de quem realmente precisa. “Para que o SUS cumpra o seu papel é necessário um trabalho coletivo, foi assim que fizemos! Tínhamos a participação e colaboração dos profissionais, gestores, dos apoiadores do Reap Quali, dos gerentes regionais de saúde, coordenadores vinculados à Gerência Executiva de Atenção à Saúde da SES, além da parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde da Paraíba (Sems) durante a construção de todo esse projeto”, frisou.

Com a construção da Modelagem das Redes de Atenção à Saúde e a atuação articulada entre os municípios e o Estado, será construído o Plano Estadual das Redes de Atenção, que orientará a implementação das ações de forma integrada e regionalizada.

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