Sebrae: pequenos negócios respondem por 38% do PIB-PB

As micro e pequenas empresas (MPE) já respondem por 38,3% do valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba, confirmando a relevância dos pequenos negócios para a economia local. O percentual coloca a Paraíba em primeiro lugar regional em termos de participação das MPE no PIB estadual, seguida dos estados do Rio Grande do Norte (36,6%) e Piauí (35,3%). É o que aponta o estudo “Participação das MPE na economia nacional e regional”, elaborado pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV), com dados até 2017.

De acordo com o levantamento, em 2009, por exemplo, a participação dos pequenos negócios no valor adicionado do PIB da Paraíba foi de 31,8%. Outro dado trazido pela pesquisa é que a força das MPE é notada principalmente nas atividades de comércio e serviços que correspondem, respectivamente, a 17% e 14,4% da participação no valor adicionado no PIB paraibano. As demais atividades registraram os seguintes percentuais: construção (4,10%), transformação (2,60%) e extrativa mineral (0,20%).

Conforme avaliação dos estudiosos, as características próprias desses segmentos, e o fato de estarem presentes em todos os bairros, de todos municípios brasileiros, possibilitam que as empresas de menor porte sejam competitivas e de importância fundamental no tecido social e na dinâmica econômica tanto regional quanto do país. Além disso, a maior participação relativa do comércio e serviços também pode ser explicada pelo fato de serem atividades menos intensivas em uso de capital e menos associadas aos ganhos de escala gerados pela industrialização da produção e pelo tamanho das empresas.

Analisando a composição das participações das micro e pequenas empresas no PIB da Paraíba, em 2017, por atividade, o estado teve como destaque o comércio (44,5%), os serviços (34,6%) e a indústria (12,7%), conforme os dados do Sebrae e FGV. De acordo com a economista e gerente da unidade de Estratégia do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, os números expressam um simbolismo gigantesco da importância dos pequenos negócios para economia deste país em um momento tão delicado.

“Em situações de crise, são os pequenos negócios que conseguem fazer com que a máquina econômica não trave. Por sua capilaridade, por já terem estruturas enxutas e por conseguirem resistir em manter sua força de trabalho empregada. De forma especial, a Paraíba se destaca na Região com a maior participação no PIB (38,3%). Esse crescimento tem origem na força do nosso comércio e que impulsiona um vigoroso percentual das riquezas de nosso estado”, destacou a gerente.

Brasil – Na economia brasileira, os pequenos negócios, hoje, já respondem por 30% do valor adicionado ao PIB do país. Segundo o estudo, a força das MPE apresentou destaque nas atividades de comércio e serviços (que, juntas, respondem por 23% dos 30% do PIB). Considerando o peso das MPE por setor, a análise feita pelo Sebrae e FGV identificou que as MPE respondem por 53% do PIB dentro das atividades do comércio. Na construção civil, foi observado um crescimento contínuo da participação das MPE no total do valor adicionado, saindo de 43% (em 2014), para 55% do PIB do setor (em 2017).

Em relação à geração de empregos formais, a importância das micro e pequenas empresas é ainda mais significativa para a economia. Os pequenos negócios são responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país, concentrados principalmente nas atividades de comércio e de serviços. As micro e pequenas empresas representavam, em 2017 (ano analisado pelo estudo), 66% dos empregos no comércio, 48% nos serviços e 43% na indústria.

Produtividade - O estudo do Sebrae e FGV também calculou a produtividade média da economia (divisão do valor adicionado pelo quantitativo de pessoal ocupado).  As MPE apresentam produtividade mais baixa em relação às médias e grandes empresas.  Enquanto os pequenos negócios geraram, em média, R$ 53 mil, as grandes empresas contribuíram, em média, com R$ 90 mil de valor adicionado por pessoa ocupada em 2017 (diferença de 41%). Apesar disso, o levantamento mostrou que MPE vêm elevando, aos poucos, sua produtividade (em 2014 a diferença de produtividade era de 47%).