Sem Romero no páreo, recomeça o jogo de xadrez para 2022

Pelo que adiantou o deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), em entrevista a 98FM de Campina Grande, nesta quarta-feira (27), o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, não será mais candidato a governador do Estado no ano que vem. Tovar Correia Lima adiantou parte das decisões da reunião realizada pela cúpula política da oposição em Brasília.

Em conversa com o jornalista Carlos Sousa, da Correio FM 98.1, Tovar confirmou a decisão, mas não adiantou qual será o futuro do ex-prefeito de Campina Grande. “O que posso adiantar é que Romero não será mais candidato a governador, infelizmente” declarou Tovar.

Confirmada essa posição de Romero, as expetativas aumentam nessa mexida de tabuleiro. O PSDB deve anunciar distanciamento do PSD e começar a traçar planos para uma candidatura própria, que pode ser a do ex-senador Cássio Cunha Lima ou do deputado federal Pedro Cunha Lima, seu filho. O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, que é do PSD, também será chamado a se posicionar nesse tabuleiro. E falta a segunda definição de Romero: para onde seu projeto vai ser encaminhado? Vice de João? Deputado federal ou candidato a senador?

Essa mexida das peças também tem reflexo na base do governo. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) tem tudo para se afastar do esquema governista, por conta da oposição histórica ao ex-prefeito campinense. Veneziano seria recebido de braços abertos por outra banda da oposição, que tem o ex-governador Ricardo Coutinho e o ex-prefeito da Capital, Luciano Cartaxo. O PT quer Cartaxo filiado. Mas Cartaxo diz que só vai se tiver garantias de Lula que será o pré-candidato a governador. Com Veneziano na parada, será uma equação mais difícil de fechar, já que ainda tem Ricardo de regra três.

Fala-se numa chapa com Luciano, que teria um vice indicado por Veneziano (poderia ser sua esposa, Ana Cláudia), o que abriria espaços para Coutinho como candidato a senador. Essa composição passaria por um desprendimento do ex-governador e do próprio Veneziano, para que Luciano, que hoje está no PV, tivesse um palanque reforçado.

Outros partidos que orbitam em torno de João, Romero, Cássio, Ricardo, Veneziano e Luciano vão começar também a refazer suas rotas rumo a 2022.