Suplentes ganham protagonismo na disputa pelo Senado na Paraíba
7 de agosto de 2026
Redação

Além dos candidatos que disputam as duas vagas da Paraíba no Senado Federal nas eleições de 2026, outro grupo assume papel estratégico na composição das chapas: os suplentes. Responsáveis por substituir os titulares em caso de licença, afastamento, renúncia ou vacância do mandato, os nomes escolhidos pelos partidos revelam articulações políticas, alianças regionais e acordos entre diferentes legendas.

Os registros das candidaturas e das respectivas suplências foram apresentados à Justiça Eleitoral dentro do calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando as principais composições para a disputa. 

Marcelo Queiroga aposta em pastor e esposa de Efraim

O candidato do PL ao Senado, Marcelo Queiroga, registrou sua chapa em 6 de agosto com o pastor Flávio Amaral, também identificado como Flávio Cassanello Amaral, na primeira suplência. A segunda suplente é a publicitária Carol Morais, esposa do candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho.

A definição encerrou as especulações de que a advogada Nayana Pontes, esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva, ocuparia uma das suplências. Ela acabou sendo escolhida para compor a chapa majoritária como candidata a vice-governadora ao lado de Efraim Filho.

Nabor reúne Daniella Ribeiro e Renato Feliciano

O candidato do Republicanos, Nabor Wanderley, confirmou como primeira suplente a senadora Daniella Ribeiro (PP), decisão anunciada durante a convenção “Pra Cima, Paraíba”, realizada em 5 de agosto.

A escolha fortaleceu a aliança entre Republicanos, Progressistas e o grupo político do governador Lucas Ribeiro, já que Daniella é mãe do chefe do Executivo estadual.

Na segunda suplência foi confirmado o empresário Renato Feliciano, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil), ampliando a participação do União Brasil na composição da chapa.

João Azevêdo manteve suspense sobre suplentes

O candidato do PSB, João Azevêdo, adotou discrição durante todo o processo de montagem da chapa. Antes da convenção conjunta realizada em 5 de agosto, chegaram a ser cogitados nomes como o empresário Zenildo Oliveira, ex-vice-prefeito de Sousa; a tenente-coronel Viviane Vieira; e Rodrigo Farias, do PT.

Durante o período de articulação, Azevêdo afirmou que buscava suplentes que possuíssem identidade política e ideológica com sua candidatura. Os nomes foram mantidos sob sigilo até a realização da convenção. 

Veneziano escolhe Janine Lucena e Paulo Rabelo

Candidato à reeleição pelo MDB, o senador Veneziano Vital do Rêgo oficializou como primeira suplente Janine Lucena, ex-secretária executiva de Saúde de João Pessoa e filha do candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena.

A segunda suplência ficou com Paulo Rabelo, diretor-presidente e diretor de Gestão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Graduado em Direito, ele também integra o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e preside o Comitê das Agências Reguladoras (COARF).

André Gadelha fortalece presença em Campina Grande

Também pelo MDB, o deputado estadual André Gadelha definiu como primeira suplente a vereadora de Campina Grande Ivonete Ludgério (PSD).

Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal, onde já presidiu o Legislativo campinense, Ivonete desistiu da disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados para integrar a chapa ao Senado. A escolha amplia a presença política da candidatura na segunda maior cidade do estado.

Composições refletem estratégia eleitoral

As definições das suplências mostram que os partidos utilizaram as vagas para consolidar alianças entre legendas, ampliar a representatividade regional e incorporar lideranças políticas, empresariais e religiosas às chapas.

Embora os suplentes raramente apareçam no centro do debate eleitoral, eles exercem papel relevante na estrutura política do Senado, podendo assumir o mandato em situações de afastamento temporário ou definitivo dos titulares. Por isso, suas escolhas também fazem parte das estratégias eleitorais adotadas pelas coligações para a disputa de 2026.

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