TCE da Paraíba celebra 50 anos de instalação

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba completa, nesta segunda-feira, 1º de março, 50 anos de instalação e funcionamento, com uma atuação marcante na fiscalização das contas públicas. O TCE-PB firmou-se como referência nacional nos avanços tecnológicos, com a criação e uso de ferramentas que permitem a transparência, o monitoramento e acompanhamento dos gastos públicos por toda sociedade. Além disso, alia o trabalho minucioso de análise dos registros contábeis à coleta e processamento de  dados por robôs, inteligência artificial e uso de drones para realização de auditorias de obras públicas.



O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Fernando Catão disse que o cinquentenário do TCE-PB será celebrado no decorrer de todo o ano. “Neste ano, a celebração do aniversário do Tribunal será diferente: a distância, sem eventos presenciais, em respeito às normas de distanciamento social. Celebraremos esta data simbolicamente, ressaltando que teremos muito que comemorar, pois, graças à colaboração da sociedade e ao empenho dos que fazem esta Casa, cada vez mais esta Corte tem alcançado sucessivas conquistas”, destacou.



As comemorações se iniciam com o lançamento do selo dos 50 anos e também do hotsite, criado pela Assessoria de Comunicação, onde irá divulgar toda a programação dos eventos que serão realizados pelos setores do Tribunal de Contas. A ideia das comemorações é resgatar fatos importantes da trajetória da Corte de Contas paraibana e propor uma espécie de reflexão sobre o Tribunal de Contas do futuro focado nos avanços tecnológicos, na inteligência artificial e no TCE 50.0.



Toda a programação do Jubileu de Ouro do TCE será definida por uma comissão sob a coordenação do conselheiro Fábio Nogueira, presidente da Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon)..



História do TCE-PB- O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, há um bom tempo inscrito na vanguarda do sistema nacional de controle externo, foi instituído pela Lei 3.627 que o governador João Agripino sancionou em 31 de agosto de 1970. A instalação ocorreu em 1º de março do ano seguinte.



Sua missão compreende, primordialmente, o exame das contas anuais dos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e as dos entes a estes vinculados. Isso envolve o julgamento de ações atinentes ao uso do dinheiro, bens e valores públicos e, não menos, a conferência dos atos de gestão de pessoal, no âmbito do Estado e dos Municípios.



O quadro de pessoal do Tribunal de Contas compõem-se de 445 servidores, sendo eles conselheiros, conselheiros substitutos, procuradores, auditores de contas públicas, técnicos de contas públicas, integrantes do apoio graduado, e integrantes dos serviços auxiliares de nível médio e básico, além dos comissionados e dos cedidos por outros órgãos.



Atualmente, o TCE-PB desincumbe-se de suas muitas tarefas com o auxílio de equipes técnicas altamente qualificadas, equipamentos e ferramentas eletrônicas que foram se aprimorando, ano a ano.



Não é à toa que iniciativas próprias a exemplo do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Sistema Eletrônico de Tramitação Processual (Tramita), dos Indicadores de Desempenho do Gasto Público em Educação e Saúde na Paraíba (IDGPB), Preço da Hora, Preço de Referência, Turmalina  ou do Sistema de Georreferenciamento de Obras (Geo-PB) têm despertado o interesse de outras Cortes de Contas do País interessadas na adoção de tais modelos. No caso do Sagres, desde o ano de 2002.



Ágil e moderno, o Tribunal de Contas da Paraíba passou a exercer, mais recentemente, o acompanhamento de gestão, providência de importância fundamental para a orientação aos gestores e a prevenção de males e danos ao Erário e às boas normas administrativas, antes que ocorram.



Outra de suas grandes e significativas atuações diz respeito à constante parceria com os organismos sob sua jurisdição em benefício dos interesses maiores dos paraibanos. Neste caso, os esforços incluem a promoção rotineira de cursos de aperfeiçoamento para quadros internos e externos e a realização de simpósios e seminários voltados, também, para o controle social de receitas e despesas públicas.



A Escola de Contas Conselheiro Otacílio Silveira (Ecosil) serve a esses propósitos, ora abrindo seus espaços a todos os gestores públicos, ora oferecendo cursos de pós-graduação aos servidores da Casa e aos de organismos estaduais e municipais, com a contribuição de sucessivas universidades.



O programa “TCE na Escola”, enquanto isso, tem atraído alunos de estabelecimentos privados e das redes estadual e municipais de ensino para encontros também capitaneados pela Ecosil. Trata-se, neste caso, de preparar as novas gerações para o exercício da cidadania e para a ocupação dos futuros postos de mando na Paraíba, ou no País.



Quem visita o TCE-PB impressiona-se com as linhas arrojadas e a amplitude do Centro Cultural Ariano Suassuna, o complexo arquitetônico que abriga, além da Ecosil, salas para exposições artísticas e literárias. Uma delas – a exposição do fotógrafo Gustavo Moura em homenagem a Ariano Suassuna – é de caráter permanente.



Também, ali, o confortável Auditório Celso Furtado  costuma ser procurado por promotores de eventos técnicos e jurídicos sucessivos (alguns de dimensão nacional) e espetáculos gratuitos.