Teste de Integridade verifica segurança e exatidão do voto eletrônico
26 de setembro de 2026
Redação

Para verificar o funcionamento e a exatidão do voto eletrônico nas eleições, a Justiça Eleitoral promove o Teste de Integridade das urnas, procedimento público que compara os votos registrados em cédulas de papel com os resultados apresentados pelo sistema eletrônico. A auditoria é realizada em etapas, que começam antes da eleição e culminam na conferência dos votos no dia da votação.

A primeira dessas etapas ocorreu no dia 12 de setembro, na sede do TRE-PB, quando servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) preencheram cédulas de papel com votos em candidatos reais de diferentes legendas e cargos em disputa.

As próximas etapas consistem na cerimônia de definição das seções eleitorais que serão submetidas às auditorias de integridade, marcada para o dia 3 de outubro, às 8h, na Sala de Sessões do Tribunal.

O Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas propriamente dito será realizado no dia da eleição, 4 de outubro de 2026, e, caso haja segundo turno, em 25 de outubro de 2026, na Fundação Espaço Cultural.

Para o secretário da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica do TRE-PB, George Bezerra Cavalcanti Leite, o Teste de Integridade é um procedimento totalmente aberto e auditável, que comprova com absoluta precisão a exatidão das urnas eletrônicas. Ao confrontarmos o Boletim de Urna com as cédulas digitadas, asseguramos à sociedade que cada voto foi computado com total segurança e fidelidade”, afirmou.

Teste de Integridade

O teste de integridade deve começar logo na véspera do pleito quando, em cerimônia aberta ao público e amplamente divulgada, representantes da Justiça Eleitoral, ao lado de fiscais partidários, órgãos de controle e entidades da sociedade civil escolhem as seções que passarão pela auditoria. Tratam-se de equipamentos que já estavam devidamente preparados, carregados com a lista de eleitores e lacrados para funcionar em seções eleitorais comuns.

Logo após o sorteio, essas urnas são recolhidas e transportadas sob escolta até os locais definidos — ambientes abertos ao público e equipados com câmeras de vídeo. A partir daí, a auditoria coloca o equipamento em um teste real de estresse, digitando votos conhecidos em papel para checar se a máquina registra precisamente as escolhas efetuadas.

Para garantir a lisura completa do procedimento, as seções eleitorais que passam pelo Teste de Integridade são definidas na véspera do pleito por meio de sorteio aleatório, assegurando que nenhum equipamento seja preparado previamente para a auditoria.

Biometria e zerésima

Além do modelo tradicional, a Justiça Eleitoral também realiza o teste com biometria, no qual eleitores reais convidados na própria seção utilizam suas digitais para destravar o equipamento antes de os votos em papel serem digitados na simulação, validando a identificação do eleitor e o sistema de votação de ponta a ponta.

A transparência do processo é consolidada antes e depois da digitação das cédulas: na abertura dos trabalhos, cada urna emite a Zerésima — documento impresso que comprova a ausência de votos registrados no sistema —, e, ao encerramento, é gerado o Boletim de Urna (BU). O resultado do BU é então confrontado linha por linha com a auditoria paralela do sistema para atestar 100% de coincidência entre a escolha em papel e o registro eletrônico.

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