Uniões consensuais crescem e se tornam majoritárias, na Paraíba
7 de novembro de 2025
Redação

As mudanças que vêm ocorrendo nos padrões de organização familiar no Brasil podem ser vistas olhando as formas das uniões, com o Censo 2022 mostrando o crescimento relativo somente dos casamentos no civil e das uniões consensuais de 2000 a 2022. Em 2022, no conjunto do País, 20,5% das pessoas que viviam em união declararam que essa união era somente no civil, percentual superior ao observado em 2000 (17,5%) e em 2010 (17,2%), quando ficaram estáveis. Já as uniões consensuais (registradas ou não em cartório) tiveram seu grande aumento entre 2000 (28,6%) e 2010 (36,4%), tendo reduzido o ritmo desse crescimento de 2010 para 2022, quando o percentual dessas uniões foi de 38,9%.

Comparando o período analisado, em 2022, reduziram-se os percentuais das pessoas que viviam unidas através do casamento civil e religioso (37,9%) e daquelas unidas apenas no religioso (2,6%).

Na Paraíba, o levantamento também constatou que o crescimento de 22,1% nas uniões consensuais levou esse grupo a se tornar majoritário, tendo sua participação no total das uniões conjugais passado de 36,2% (572,3 mil) em 2010, para 40,1% (698,8 mil) em 2022. A quantidade de pessoas com casamento só no civil, por sua vez, cresceu 18,2% (passou de 290,4 mil em 2010, para 343,4 mil em 2022), tendo sua participação relativa subido de 18,4% para 19,7% do total, respectivamente. O grupo das pessoas com casamento civil e religioso teve crescimento modesto, de 0,8% (passou de cerca de 630 mil para 634,7 mil), o que contribuiu para que sua participação no total das uniões conjugais caísse 3,5 p.p. (de 39,9%, passou para 36,4%, respectivamente). Já o grupo dos só com casamento religioso teve redução em seu contingente de 24,6% (passou de 86,4 mil para 65,2 mil), com sua participação caindo de 5,5% para 3,7%, respectivamente.

Na maioria das Unidades da Federação, as uniões consensuais foram as que mais cresceram, tendo isso ocorrido, com diferentes intensidades, evidenciando uma mudança de valores culturais, além de se considerar os custos da formalização de um casamento. Em 2022, chamou a atenção o elevado percentual de pessoas que viviam em união consensual nas Unidades da Federação das Regiões Norte (53%) e Nordeste (44,7%) do País: no Amapá, por exemplo, esse percentual chegou a 62,6%, o maior do País. No caso da Paraíba, apesar desse indicador ter aumentado de 28,1% em 2000, para 36,2% em 2010 e 40,1% em 2022, esse último resultado deixou o estado com a 10ª menor proporção do país e a 2ª menor do Nordeste.

Compartilhe: