VÍDEO: Galdino diz que vale LDO promulgada na ALPB, reforça apoio a Lula e manter pré-candidatura
20 de agosto de 2025
Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino (Republicanos), concedeu entrevista ao programa Correio Debate, da TV Correio, e falou sobre os principais temas da política estadual e nacional. Entre os assuntos, destacou o impasse envolvendo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a relação com o governador João Azevêdo (PSB), a aproximação do Republicanos com o presidente Lula (PT) e seu projeto de disputar o Governo da Paraíba em 2026.

Impasse da LDO

Galdino explicou que a LDO foi aprovada no dia 18 de junho pela Assembleia, com emendas apresentadas pelos deputados, e enviada ao Executivo. Pela Constituição, o governo teria 15 dias para sancionar, vetar ou permanecer em silêncio. “Como o prazo passou de 40 dias, resolvemos promulgar a LDO em 13 de agosto. No dia seguinte, o governo apresentou um veto, mas, juridicamente, não tinha mais validade”, afirmou.

Segundo o presidente da ALPB, a Procuradoria da Casa e juristas consultados orientaram pela devolução do veto ao Executivo. “Não é cabo de guerra entre poderes, é o trâmite normal do processo legislativo. Cumpri a Constituição e o Regimento Interno”, disse.

Para ele, a LDO promulgada pela Assembleia está em vigor, e o Executivo também deve obedecer ao texto aprovado. Questionado sobre uma possível judicialização do caso, Galdino avaliou que o governo não tem base legal para sustentar o veto fora do prazo. “O direito do governo nesse aspecto é quase zero. Melhor buscar entendimento político do que apostar em disputa judicial”, afirmou.

Apoio a Lula e alinhamento político

O presidente da Assembleia aproveitou a entrevista para reforçar seu alinhamento com o presidente Lula. “Sempre defendi Lula, mesmo quando diziam que ele não teria chance de voltar à Presidência. Agora, com sua força política em alta, é natural que mais pessoas se aproximem. Mas eu sempre estive ao lado dele”, declarou.

Ele destacou que esse posicionamento o diferencia dos demais pré-candidatos ao Governo da Paraíba. “Alguns são bolsonaristas assumidos, outros evitam declarar apoio. O único que defende abertamente Lula sou eu. Isso me coloca em sintonia com o governador João Azevêdo, que também é aliado de Lula”, disse.

Pré-candidatura e pesquisas

Galdino confirmou que se coloca como pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo Republicanos. Ele revelou que já aparece em pesquisas com cerca de 10% das intenções de voto, à frente do vice-governador Lucas Ribeiro (PP). “Estou em terceiro lugar, variando com Pedro Cunha Lima e Efraim Filho. Considerando que disputo em carreira solo, é uma posição muito forte e mostra identificação com o eleitor”, avaliou.

Segundo ele, o critério para escolha do candidato da base governista deve ir além das pesquisas. “Pesquisa é importante, mas o principal critério tem que ser o alinhamento político com o presidente Lula. Não faz sentido João Azevêdo pedir votos para Lula e, em seguida, passar o microfone a um candidato que apoia Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas”, argumentou.

Relação com Cícero Lucena e o Republicanos

Questionado sobre a posição do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), diante da aproximação nacional do Progressistas com a oposição a Lula, Galdino disse que mantém apenas conversas pontuais com o gestor. “Não tenho como afirmar se ele vai continuar na base ou buscar outro caminho. O que vejo são movimentos, visitas a cidades e articulações, mas não conversamos sobre estratégia”, afirmou.

Ele também comentou o movimento do Republicanos em nível nacional, lembrando que o partido tem sido cortejado por Lula. “Se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não for candidato, Lula já disse que quer o Republicanos no seu palanque no primeiro turno. Isso fortalece os palanques estaduais, e eu quero representar esse projeto na Paraíba”, disse.

Sessões itinerantes e orçamento democrático

Adriano Galdino ressaltou ainda a importância das sessões itinerantes da Assembleia Legislativa e do Orçamento Democrático promovido pelo Governo do Estado. “As sessões itinerantes aproximam o Legislativo da população e permitem conhecer de perto a realidade de cada região. Já o Orçamento Democrático é um instrumento fantástico, onde o povo cobra, elogia e critica diretamente o governador. É a democracia funcionando”, destacou.

“Filho do povo”

Na parte final da entrevista, o presidente da Assembleia reforçou seu discurso de origem popular. “Política não é sobre esquerda ou direita, isso foi inventado pelas elites para dividir o povo. A verdadeira luta é de classe. Eu sou filho do povo, como 95% dos paraibanos, e é essa maioria que quero representar como governador”, afirmou.

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