Nesta quinta-feira, 4 de junho, a Vila Sítio São João, em Campina Grande, recebe a celebração de abertura do projeto: uma noite gratuita com três das quadrilhas juninas mais tradicionais do Nordeste, transmitida ao vivo pelo YouTube para todo o país. No dia seguinte, 5 de junho, o projeto apresenta ao público os resultados de uma pesquisa inédita sobre o movimento junino brasileiro, realizada pela Quaest em parceria com o YouTube.

Um movimento, não um evento
O Viva Junina não é uma festa. É um programa de valorização cultural financiado pela Lei Rouanet e patrocinado pelo YouTube, que reconhece nas quadrilhas juninas uma das expressões mais potentes da cultura popular brasileira.
O projeto reúne quatro frentes: pesquisa cultural, formação digital para grupos juninos, produção de conteúdo e memória, e celebração pública. Tudo isso em Campina Grande, no coração do São João nordestino, a partir de uma pergunta central: o que acontece com as quadrilhas juninas fora do holofote de junho?
“Quem conhece o São João de Campina Grande sabe que as quadrilhas não são um atrativo a mais na programação. São o coração disso tudo. Grupos que ensaiam o ano inteiro, que investem em figurino, em coreografia, em história. O Viva Junina existe para dar visibilidade ao que já existe e merece ser visto. É reconhecimento, não descoberta.” — Filipe Ratz, fundador e CEO da PIRA
Uma pesquisa inédita sobre quem sustenta o São João
Entre os dias 8 e 21 de maio de 2026, a Quaest em parceria com o YouTube e a Travessia de Impacto ouviu quadrilheiros, quadrilheiras, lideranças, dirigentes e agentes culturais de diferentes estados do país. A pesquisa combina entrevistas presenciais e virtuais, mapeamento territorial e análise de social listening digital. É o primeiro estudo de escala nacional dedicado exclusivamente ao universo das quadrilhas juninas.
Os resultados serão apresentados no dia 5 de junho, em sessão fechada no SESI Museu Digital, em Campina Grande, para representantes do movimento junino, parceiros institucionais e imprensa credenciada.
A pré-estreia da temporada 2026
Na noite de 4 de junho, três quadrilhas sobem ao palco para revelar ao público, pela primeira vez, as apresentações que levarão à temporada junina de 2026: Junina Fogueirinha (João Pessoa), Arraial do 40 (Campina Grande) e Moleka 100 Vergonha (Campina Grande). A abertura fica com a Banda Forró Campina.
Quem não puder comparecer presencialmente acompanha a transmissão ao vivo pelo canal oficial da Moleka 100 Vergonha no YouTube. A plataforma é patrocinadora do projeto, sinal de que a cultura popular nordestina começa a ocupar espaço onde o algoritmo também passa.
“A gente sabe o quanto esses grupos trabalham e o quanto ainda são pouco reconhecidos fora do período junino. Ver um projeto como o Viva Junina investindo em pesquisa, em formação e em registrar essas histórias é exatamente o que precisamos. O incentivo público existe para isso: para que a cultura que nasce no território tenha condições de crescer dentro dele.” — Laíze Reis, Diretora da LSR Comunicação
Formação para o ambiente digital
Como parte de suas contrapartidas sociais, o Viva Junina promove ainda uma Master Class online gratuita voltada a integrantes de quadrilhas, estudantes, professores e agentes culturais. O tema: como grupos juninos podem ampliar sua presença e alcance nas plataformas digitais. A expectativa é alcançar milhares de participantes em todo o país.
SERVIÇO
Celebração Viva Junina 2026
Programação:
Lançamento da Pesquisa Quaest + YouTube
NOTA INSTITUCIONAL
A execução do projeto VIVA JUNINA – Programa de Valorização das Quadrilhas Juninas do Nordeste, PRONAC 262060, está adstrita às disposições normativas da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991 – Lei Rouanet), regulamentada pelo Decreto nº 11.453, de 23 de março de 2023.
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.